Mostrando postagens com marcador Avulsos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Avulsos. Mostrar todas as postagens

03 junho 2012

O que sai quando a gente não sabe o que falar...

Eu sempre falei de mim. Mesmo que fizesse de conta que falava de outras pessoas.
Sempre falei do que eu pensava. E mesmo que somente falando do que eu pensava, acreditava que falava do que pensavam os outros. Ou pelo menos do que pensavam muitas outras pessoas. E falava por outros que não tinham o espaço pra falar.
Nunca quis chocar ninguém. Nunca gostei de ser do tipo que causa grande impacto, apesar de acabar causando essa reação. Ser de grande impacto sempre foi da minha natureza quando toda a minha essência implorava pela reação suave. O mais suave possível.
E quando eu conheci o que era suavidade meu mundo inteiro se quebrou. Não, não é que eu não tenha gostado da suavidade. A mim ela pareceu cair como uma luva, mas de fato ela não era pra mim. 
E eu fiquei assim sentindo a suavidade sem de fato poder aproveitá-la. Sabendo só pra mim o que era a suavidade, sem poder senti-la de nas partes do meu ser em que ela se fazia mais urgente.
E questionei  a suavidade. Perguntei se era real, se eu realmente a sentia. Sem nada concluir de fato, tenho aqui amado a suavidade, a gentileza. Sem muita esperança de possui-la, pois tendo conhecido tão de perto o seu contrário tenho minhas razões para olhá-la e não enxergá-la como real.
Eu a enxergo dia após dia sem poder tocá-la. E agradeço, às vezes, ter podido pelo menos vê-la, tendo já sentido na pele como é o seu contrário. E vislumbro como possível aquele dia em que a possuirei de verdade. Sonho com este dia, pra confessar.
Pra confessar mais ainda, eu não preciso possuir a suavidade para saber que ela existe, para amá-la! A mim basta tê-la conhecido de perto e poder olhá-la de vez em quando. Não fosse isso eu não teria vontade de me levantar da cama.
E se um dia alguém disser que ela não existe no mundo, darei a minha risada de bruxa e terei pena. Pena de alguém que não sabe o que é sentir no rosto e na pele essa coisa de ser acariciado pelo vento até em dias de nuvens paradas.
Pena, acima de tudo, dos seres humanos que não sabem o que é ter sentir amor pela vida sem a menor desculpa pra isso. Que me desculpem os normais e os insensíveis, mas eu tenho meus pequenos motivos pra sorrir. E isso já é mais do que muitos terão em suas vidas inteiras.
Eu amo conseguir enxergar o sol, mesmo através de nuvens cinzentas. E amo mais do que tudo que existam pessoas capazes de potencializar essa capacidade de visão tão poderosa! Simplesmente amo!

24 novembro 2011

REFLETINDO SOBRE ENCONTROS VIRTUAIS...

                                                 


Ao alcance de um clique.

Tempos atrás, numa das minhas noites insones, conheci um garoto e após sete horas ininterruptas de conversa senti como se o conhecesse há anos. Éramos parecidos em muitas coisas e, numa noite sem nada pra fazer, ele foi a companhia agradável que me faltava pra enfrentar a solidão que é estar acordada enquanto as pessoas dormem.
Iniciada em mais uma forma de encontrar pessoas, arrisquei-me neste universo sem fronteiras que a Internet cria. Um universo em que as distâncias praticamente não existem e onde tudo parece estar ao alcance de um clique. Digitar em vez de falar me pareceu extremamente fácil e por comodidade mergulhei na Internet conhecendo pessoas, trocando informações e compartilhando ideias.
Hoje, já inserida definitivamente neste meio em que as pessoas podem ser o que quiserem e familiarizada com as possibilidades, muitas questões me ocorrem. Relacionar-se na era digital tem parecido cada vez mais fácil. Com a redução das distâncias e a incrível velocidade com que a informação circula no planeta, ficar sem companhia parece coisa de gente desatualizada. 
Prova disso é a grande popularidade de redes sociais, sites e programas de chats e encontros virtuais. Mas o que existe por trás dos relacionamentos virtuais? Quais são os reais motivos que levam as pessoas a optarem pela rede como ponto de partida? Quais as vantagens e os riscos de se relacionar com pessoas, a princípio, totalmente desconhecidas?
Relacionamento virtuais tornam-se cada vez mais populares.
Há quem não dê o braço a torcer e torça o nariz para qualquer tipo de contato que tenha começado no mundo virtual. Há quem não compreenda como é  possível ser amigo ou se apaixonar por alguém que nunca se viu. Os adeptos dessa prática tem seus motivos pra defendê-la e difundi-la.
O virtual atrai por "ene" motivos. O primeiro deles, penso eu, é a comodidade de poder conversar com alguém sem precisar sair de casa. É econômico, seguro e sem toda aquela tensão que se nota em grandes boates, bares, festas e pontos de encontro. Fazer amigos ou encontrar um par pode ser assustador num mundo em que as pessoas parecem cada vez mais superficiais, fúteis e volúveis.
Existe também a questão de que virtualmente diminui-se muito o erro, uma vez que em certas ocasiões é permitido escolher parceiros compatíveis verificando preferências e ideias listadas num perfil. Isso, com certeza, facilita o encontro de pessoas que têm mais em comum . Corre-se um risco menor de se aproximar de pessoas cujos ideais e princípios não estão sintonizados com os nossos. Falando assim, pode parecer como se as pessoas fossem mercadorias numa gôndola de supermercado. Mas a verdade é que estamos sempre selecionando o que mais nos agrada e poder socializar com pessoas parecidas  diminui consideravelmente as decepções de escolher um alguém muito diferente de nós.
A facilidade de encontrar pessoas compatíveis.
Parece também mais fácil mostrar mais de nossa própria personalidade a uma pessoa que não está perto o tempo todo. Tenho amigos virtuais que me conhecem melhor que os reais e isso me leva a crer que desabafar com um completo desconhecido pode ser melhor do que se submeter aos olhares e julgamentos de quem já nos conhece há anos. O mesmo vale para a pessoa do outro lado, que  se mostra mais, sem jogos de conquista ou esconde-esconde e nos parece mais humana e próxima de nós.
Há que se considerar também as desvantagens  dos contatos virtuais (e elas são muitas pra quem não se preserva!). Sendo a Internet um terreno onde não se pisa concretamente, é complicado saber o que realmente se passa na outra extremidade da conexão.
Perfis falsos que confundem.
Informações falsas, perfis que não condizem com a realidade e pessoas interessadas somente em encontros sexuais, podem ser uma pedra no sapato das pessoas que pretendem relações com conteúdo, sejam elas fraternas ou amorosas. O sexo virtual, apesar de estar entre as vantagens pra quem está à procura de encontros descompromissados,  pode ser uma cilada e tanto quando não se observam as regras básicas de exposição e utilização de hardwares (webcam, microfones...).
Sexo rápido e fácil.
Fato é que pessoas indignas de confiança e inescrupulosas existem aos montes andando por aí, mas protegidas pelo anonimato ou por pseudônimos, elas podem ser inconvenientes (quando mentem indiscriminadamente sobre informações pessoais) ou até perigosas (quando extravasam comportamentos descritos em livros de psicopatologias). Pedófilos tem mais liberdade, obsessivos e tarados  também. Portanto, cuidado é a palavra de ordem antes de ligar a câmera ou antes de compartilhar fotos comprometedoras. Afinal, por mais que se confie e por mais que o tesão pela novidade seja grande e real, há que se considerar o fato de ainda ser uma pessoa desconhecida do outro lado.
Tudo depende da forma como se utiliza. A Internet pode ser ferramenta  de grande utilidade, desde que o usuário não se desligue de seus princípios e saiba usufruir dela com a mesma cautela e responsabilidade com que age fora da rede.
Acima de tudo, as pessoas podem ser mais felizes e bem sucedidas se se pautarem pelos princípios de sempre. A moral e a ética não mudam nem variam só porque mentiras não podem ser fácil ou rapidamente desmentidas ou confirmadas.  A lei ainda é limitada no que se refere aos crimes virtuais, mas há progressos e a impunidade tem reduzido de forma gradativa e substancial.
A interação concreta ainda não pode ser substituída.
Importante mesmo é, apesar dos atrativos do mundo virtual, não usá-lo como forma exclusiva de interagir.  Particularmente, penso que nada substitui a interação convencional.  Conhecer alguém pela Internet pode ser uma forma de evitar a superficialidade, mesmo que muitos ainda pensem que o mundo virtual é coisa de nerd  feio e recalcado que não consegue se relacionar no mundo real. Mas nada substitui realmente a interação concreta. Olhares, risadas, cheiros, contato físico e afins ainda são essenciais na continuidade de qualquer tipo  de relacionamento.
O caso descrito no primeiro parágrafo não foi bem sucedido, porque depois de algumas semanas de mensagens e horas conectados pela rede, o tal garoto, que me parecia super legal, sumiu sem deixar vestígios. Mas tenho inúmeros amigos que conheci pela Internet. Alguns por causa da distância ainda são exclusivamente virtuais. Outros já mudaram de plano e fazem hoje parte dos meu contatos concretos e do meu cotidiano. Tive namorados que conheci pela Internet e que se mostraram pessoas maravilhosas pessoalmente. Tive relacionamentos à distância que só se sustentaram  e duraram por causa da facilidade em manter o contato frequente.
Vejo a rede como ferramenta adicional. E só! Enxergo preconceito em relação a esse tipo de encontro, mas comprovo a cada dia que as pessoas, às vezes, só precisam da oportunidade de estarem em contato pra fazerem o resto. E pra quem pensa que no virtual é tudo superficial, eu recomendo um teste ou uma investida neste meio para que se tenha mais respeito  com quem consegue usar a Internet como forma de ampliar horizontes a um custo muito reduzido.
Não é todo dia que se pode viajar e ver pela primeira vez alguém que devia ter estado ao seu lado a vida toda. Com a Internet é possível fazer isso todos os dias.
Horizontes nunca são em demasia.

 
"Quem conhece pela escrita, se apaixona pela alma".








...


17 maio 2011

Aparando as pontas (e as arestas também...)


Quando eu era pequena, brincava muito com a minha irmã Daniela. Dentre muitas brincadeiras, uma vez, depois de ver um salão de beleza na TV, resolvemos imitar a cena e brincar de cabeleireiro e cliente.
Eu era a dona do salão, claaro! E foi com muito orgulho, vivendo intensamente a fantasia, que eu comecei a mexer no cabelão dela (que vou confessar, nessa época era bem melhor que o meu. rsrsrs).
Penteei, escovei, fiz rabo de cavalo, trança, amarrei de todas as formas possíveis... E sempre conversando com ela imitando o jeito do personagem que tinha visto na TV.

12 julho 2010

Completamente rendida...


Não gosto de modinhas! Pfff! Irrita-me quando a massa só fala de determinada peça de roupa, comida, livro ou filme porque entendi faz tempo que a massa não se liga muito em qualidade. A massa, pelo contrário, vez em sempre, cisma com determinada coisa, sabe-se lá baseada em que, e faz de algo sem significado um sucesso estrondoso. Trocando em miúdos, a massa não é inteligente nem sabe discernir o certo do errado, o bom do ruim, o que tem conteúdo do que é absolutamente oco.
E pra que esse discurso quase político sobre a capacidade da massa? Uai, eu tenho que explicar a minha relação com o objeto da minha resenha. E foi o que senti em relação à saga Crepúsculo, que virou febre e assunto obrigatório em rodas de pessoas de todas as idades.
Torci o nariz, fiz cara feia, nem quis ver o filme e há pouco tempo sequer sabia que era baseado num livro. Também não tinha tido vontade de ler o livro, assim como nem olhei para a história do Harry Potter, cujo filme eu até cheguei a ver numa noite sem programa. Detalhe: não me acrescentou nada, apesar de os efeitos serem legaizinhos.
Foi por isso que quando minha amiga Kelly me disse que tinha comprado toda a saga Crepúsculo em perfeito estado num sebo mal prestei atenção. Peguei pra ver e alguma coisa me prendeu aos exemplares. Li o enredo (que eu mal conhecia) e me deu vontade de ler.
Ela me emprestou dois deles porque ainda não tinha lido os outros. Levei com certa ansiedade, quase apostando que não ia gostar. Mas queria começar logo, afinal um livro é sempre um desafio pra mim.
E depois desse preconceito todo, levei dois dias pra ler cada um deles. Literalmente devorei e fazia qualquer atividade mais que correndo pra poder voltar logo à narrativa de Bells.
Todo mundo já conhece a história, logo não preciso entrar nos detalhes. O que me impressionou, de fato, foi a capacidade de envolver da autora. Esse talento que um dia eu quero ter, porque por diversas vezes esqueci que era uma história fictícia e me senti a protagonista dessa narrativa cheia de sequências que, embora irreais, me parecem perfeitamente possíveis.
E fala de amor, o meu tema favorito! Com uma mocinha que transborda os conflitos da adolescência e a busca por respostas que ela nem sabe se existem em algum lugar. Só uma garota que tem coragem de enfrentar o que lhe mete medo, pra descobrir quem é (...pausa pra sentir inveja dela...).
Eu me rendi à saga e estou completamente refém da história. E até meio desesperada, eu acho, porque a tal amiga não deve ter terminado os outros volumes e eu terei que esperar pra continuar a ler. Isso apesar de apostar que darei um jeito de comprar ou pegar emprestado com outra pessoa pra poder ler logo.
Crepúsculo foi, com certeza, uma das minhas melhores surpresas! Envolvente, escrito em linguagem relativamente simples e de uma "cotidianidade"que espanta muito, uma vez que se trata de ficção.
Recomendo. Recomendo. Recomendo.
Pra quem quiser viajar na história, pra quem quiser ler um texto bem escrito, pra quem quiser se apaixonar, pra quem quiser esquecer o mundo. Recomendo principalmente pra quem duvida que pode ser bom. Eu duvidava e estou triste porque um dia a saga chega ao fim e não poderei mais usufruir do prazer de viver essa história.



PS: Mantenho minha decisão de não ver o filme. Vou ler tudo primeiro e depois resolvo. Rsrsrsrs.

03 julho 2010

Sem chuteiras!

Eu não ia assistir à Copa. Fiquei semanas me preparando para ignorar completamente o clima da torcida, o verde-bandeira espalhado pelas ruas. Eu sabia que seria difícil, mas eu tinha que fazer isso pelas minhas convicções.
Eu concluí tempos atrás que essa história de sediar copa e outras competições internacionais é a maior das incoerências. Porque apesar de dizerem que divisas são criadas, que o esporte é incentivado e que o país é visto de outra forma, ainda me parece absurdo e completamente idiota gastar bilhões pra construir ou reformar estádios, quando uma parcela considerável da população sofre pela falta do básico.
E, vejam bem, não sou contra o esporte. Entendo e aceito todos os benefícios diretos da prática e até louvo o fato de o brasileiro ter algo por que se alegrar (já que os motivos são mesmo escassos). Eu simplesmente me irrito demais com o que se ouve e com o que se vê pelas ruas em tempos de copa ou de preparação para ela.
A própria África do Sul é um grande exemplo disso. Sim, sim, a África do Sul deixou de ser tida como um país só de animais e passou a ser considerada capaz de muitas coisas. Ganhou visibilidade na imprensa internacional e não foi só pelas dificuldades por que passam seus habitantes. Mas e ós bilhões que foram gastos pra criar toda a infraestrutura da Copa de 2010? Será que sou só eu que pensa que esse dinheiro seria gasto melhor se tivesse sido usado pra melhorar a vida dos sul-africanos?
Foi por isso também que não recebi com tanto entusiasmo a notícia de que sediarremos as Olimpíadas de 2016, além da Copa em 2014. Porque segundo amigos cariocas, na época dos jogos panamericanos, o trânsito ficou bom, as ruas ficaram seguras e andar no Rio de Janeiro era uma tranquilidade só. Isso é bom? Claro que é! Mas só serve pra provar que, QUANDO querem as autoridades competentes (ou incompetentes, sei lá) fazem as coisas do jeito que devem ser feitas. E isso é de matar de raiva (deveria ser pelo menos) um cidadão que enfrenta o trânsito infernal num dia que não é de copa, nem de jogos olímpicos.
Pra ser sincera, eu confesso que não resisti bravamente e acabei assistindo a seleção. Depois que foi para as oitavas, resolvi que ia ver os jogos. Pffff! Além de achar tudo um gasto inútil, tive que ver o Brasil perder para a Holanda um jogo que estava praticamente ganho.
Ai ai ai! Da próxima vez, vou me isolar e boicotar completamente a Copa!Porque além de ficar irritada com tanto dinheiro gasto em coisa que não é prioridade, eu ainda tive que amargar a derrota.
Pra frente, Brasil! Pra frente, Pátria de chuteiras, mas sem educação, sem saúde e sem poder usufruir de seus direitos básicos!

02 julho 2010

Obrigada (não pela cerveja...)

Vida em São Paulo. Pessoas secas e eu me sentindo completamente só, sem ninguém que me aqueça o coração, certo? ERRADO! E eu senti isso mais do que nunca no sábado passado.
Sentada no sofá, minha tia dormindo o sono dos justos, meu primo Lu numa balada, meu primo Caio na casa da namorada e eu pensando no quanto ia ser ruim ficar ali, sozinha, esperando o sono vir. Com o coração apertado de saudade do meu celular em Minas que tocava sem parar (eu até reclamava quando os amigos insistiam muito pra eu sair).
Senti vontade de uma cerveja gelada. Zerada (pq no fim de mês é lei ficar sem um puto no bolso), perguntei para o meu primo Leandro (ele AINDA não tinha saído) se ele ia chegar muuuito tarde e se, quando voltasse, poderia me trazer uma latinha pra eu matar minha vontade de, de certa forma, realizar um plano do sábado.
Nem sei o que ele respondeu e pra ser sincera nem me lembrei mais disso. Rs.
Por isso quando dez minutos depois de sair, ouvi um soar de buzina na porta e vi que era ele de volta, me assustei. Pensei até que tivesse esquecido alguma coisa.
Mas quando eu cheguei meu coração ficou feliz demais da conta. Enxerguei a latinha de cerveja (na verdade, um latão) que ele tinha procurado e voltado só pra me trazer. Não foi pela lata, eu juro, embora eu goste bastante de uma cervejinha. Rsrs. Foi a atitude de pensar que eu estava ali sozinha e que aquilo era uma forma de eu me ocupar de alguma maneira, de me sentir feliz.
Tomei aquela cerveja com tanto gosto e repetindo pra mim mesma em voz alta uma verdade que já sei há tempos, mas não custa recordar. E concluí mais uma vez que não há como não amar meu primo Leandro.
Primo, valeu pela força de todos os dias, todas as horas e todas as situações! Sem você e sem a sua família (que agora é ainda mais minha que antes), eu nada seria aqui e agora!

04 julho 2009

A ninfa-bebê


Meu nome é Maria Cláudia. E depois que descobri que o meu namorado (com quem eu já estava há três meses num tórrido romance de cinema francês) já tinha uma namorada (eu era a amante!), entrei em parafuso. E era por isso que estava ali, naquele consultório de dentista (sem estar com nenhum problema dentário) pra ver como era a tal figura que tinha surgido de repente pra melar o meu final feliz.
Depois de alguns dias de pesquisa pra saber onde ELA trabalhava, ali estava eu. Entrei e fiquei esperando pra ser atendida (parada, olhando pra ELA sem acreditar no que via!).
Era ELA! Pele? Quinhentas espinhas na cara e um milhão de marcas de espinhas no ombro. Corpo? Mais pra raquítico que pra magro. Idade? Vinte, no máximo (Affff! Uma ninfa!). Cabelo? Só uma cabeleira enoooorme e lisa, presa por um palito japonês, sem forma, sem balanço (parecendo aqueles religiosos que não cortam o cabelo nunca).
Paralisada pelos meus pensamentos (eu pensei que fosse gritar tudo o que estava pensando), nem ouvi quando a ninfa-bebê me disse um simpático "pois não" (simpático e falso, ?) e devo ter ficado com cara de mais louca ainda quando não respondi de imediato o que tinha ido fazer ali. Aliás, o que eu tinha ido fazer ali mesmo? Na pressa de conferir como era a minha rival esqueci de inventar uma boa desculpa.
"Eu vim falar com a Juliana.", falei o primeiro nome que me veio à cabeça.
Ela fez cara de quem não entendeu e depois de alguns loooongos segundos, colocou um óculos (ninfa míope existe?), pegou o telefone e calmamente disse: "Ju, tem uma pessoa aqui querendo falar com vc." PQP, tinha que ter uma Juliana mesmo naquele prédio?
A ninfa-bebê desligou o telefone, tirou os óculos, pediu que eu esperasse, levantou-se e sumiu por uma porta lá. E eu permaneci parada por alguns segundos, até recuperar a inteligência e sair numa corrida desenfreada até o próximo ponto de ônibus.
Sentada no ônibus, concluí que o meu "namorado" era louco de deixar um mulherão que nem eu pra ficar com aquela figurinha de revistinha teen. Mas paciência. Apaguei o número dele do celular, torcendo pra minha memória deixar de ser boa e ele não insistir em continuar me procurando. Se bem que a imagem da ninfa-bebê me pareceu broxante demais pra eu conseguir ter ainda algum affair com ele.
Moral da história: "Eu sei que eu sou bonita e gostosa"! Perto dela, a ninfa-bebê, sem sombra de dúvida eu o sou. Rsrsrsrs.




Obs: Dedicado a quem já fez isso. Eu ainda não fiz, mas ouvi a história com a certeza de que eu teria feito exatamente igual. KKKKKKKKKKKKKKK!!

14 junho 2009

Saudades eternas...


Ai, meus rompantes de saudosismo me fazem dar muita risada. Visualizem a cena: essa pessoa aqui, que já não é muito séria nada, gargalhando a plenos pulmões de frente para o PC no meio da madrugada. Calma que eu explico.
Primeiro, nem sempre fui essa pessoa linda e jeitosa (quase ia esquecendo, modesta também. Rsrsrs.) , então ver fotos das antigas me faz rir demais. O que é bom, porque significa que eu superei os dias de patinho feio.
Segundo, nem sempre o meu gosto musical foi assim tão, digamos, apurado. E em pequena, fui em todas as ondas que apareciam. E há dias em que desenterro Beto Barbosa, Sidney Magal, Kaoma e, sozinha no meio do quarto, libero a Márcia Ferreira que vive dentro de mim. E rio muito meesmo de mim mesma, parecendo louca dançando lambada de madrugada.
Ah, tem também a minha fascinação por cinema, principalmente os musicais. Às vezes perco mesmo o controle de mim e fico me fazendo de Gene Kelly e "cantando na chuva". Do final da década de setenta, eu ouço a trilha sonora do Grease (Nos tempos da brilhantina) e, como já vi o filme umas mil vezes, sei todas as coreografias, caras e bocas de cada música. Outra cena hilária que me faz dar risada sozinha.
E a música brega então. Esta me faz lembrar de Carol, grande amiga, que um dia baixou umas bem velhas e começou a ouvir. De início, ouvíamos pra dar risada das letras e vocais, mas depois de um tempo percebemos que estávamos era gostando muito de Lindomar Castilho, Sidney Magal, Waldick Soriano e outros que, hoje em dia, me fazem lembrar de nossas performances elaboradas para noites sem sair de casa. Tempo bom demais!
Além disso, tem aqueles pagodinhos românticos (daquela época dos grupos super numerosos de cabelos oxigenados) que embalavam meus namoricos de adolescência. Ouço, lembro a letra inteira e sempre tem uma história boa de lembrar.
E nessas minhas viagens ao passado, eu sempre chego à conclusão de que nasci na época errada. Além, é claro, de sempre concluir de uma vez por todas e toda noite, que eu sou doida mesmo.
Também sempre percebo que isso tudo me faz muito bem e me faz gostar de estar só na minha própria companhia. Dizem que só ficamos bem com os outros se conseguimos ficar bem só conosco. Eu estou conseguindo. Você já tentou fazer isso?
Às Vezes eu comento que gosto e ouço uma crítica do tipo "Credo, como você ouve isso e ainda gosta?" Tá, hoje em dia eu ouço é Madeleine Peyroux, Seu Jorge, Ana Carolina, Vanessa da Mata, Vander Lee e esse povo todo que é bom demais. Meu gosto mudou quando amadureci.
Mas não tenho vergonha do que eu já fui. Eu sou o resultado disso tudo aí que mencionei. E não posso achar ruins coisas que me fazem rir sozinha da vida que eu levei. É o meu jeito de conseguir sonhar com a vida que eu quero ter.
E em qualquer vida que eu levar sempre haverá espaço pra tudo que me fizer feliz.


Obs: Hoje baixei Sidney Magal, Beto Barbosa, Kaoma, Márcia Ferreira e a trilha sonora do Grease que eu tinha só no filme mesmo. Alguém tá a fim? Posso mandar por e-mail... Rsrsrsrsrs...


11 junho 2009

Um ano de blog!

Foto feia, mas engraçada!


Gente, meu blog está de aniversário e, embora eu tenha muitos temas pra abordar, não posso deixar isso passar em brancas nuvens.
Criei o blog por puro egocentrismo, eu acho. Porque eu escrevo muito (em volume de linhas) desde que me entendo por gente. Às vezes eu gostava muito das minhas articulações e ficava com vontade de dividir meus pensamentos.
Agora imaginem o que é escrever à mão e sair mostrando pras pessoas! Cansei de fazer isso e criei o "Impressões". Blog pessoal, de opiniões pessoais e ponto de vista majoritariamente feminino.
Pra minha surpresa, aumentei muito o raio de alcance das minhas ideias. E pra quem pensava que só seria lida pelos próprios amigos, isso é bom demais.
Hoje, um ano depois, o meu balanço é dos melhores, perto do que eu esperava. Tenho mais amigos bem parecidos comigo, tenho um veículo de escape para minhas indignações e declarações, além de trocar ideias com gente que talvez eu nunca fosse encontrar não fosse o blog.
Não posso citar todos, porque minha noção de alcance está longe de ser exata. Mas alguns sempre me dão retorno rápido e estão sempre aqui. Tem o Ronaldo, do blog Penso, logo escrevo, que eu leio e adooooro! Tem a Roberta Lopes que é recente, mas tem tanta coisa em comum comigo que me impressiona, o que me faz devorar o blog dela . Tem o Bruno, do blog Na Geral, amigo especial que não me deixa sozinha em post algum.
Além das pessoas que eu nunca vi ou que eu vejo com pouca frequência, tem as que me conhecem desde sempre e que, depois do blog, me procuram pra conversar sobre tudo e perguntam, ansiosas, pelo próximo post.
Pra ser sincera, já até arrumei namorado por causa do blog, né MB? KKKKKK! Durou pouco, mas foi através do blog.
Então, nesta semana que é aniversário do "Impressões", eu quero só dizer que ele pra mim é multifuncional (1001 utilidades mesmo!). Que está entre as poucas coisas que faço com muito gôsto. em qualquer momento. E que eu espero estar aqui no ano que vem, postando, entre bobagens e genialidades, o que toca o coração das pessoas.
Para que as injustiças sejam corrigidas, os sentimentos sejam extravasados e o canal de comunicação com o mundo fora de mim seja estabelecido. Porque o meu mundo são as letras e é por causa delas que eu consigo chegar aonde eu quero: ao coração e à cabeça das pessoas.

Valeu pessoal!