E me assusta porque veio até mim como amigo que nunca seria olhado como homem. E se tornou homem num segundo em que me descuidei da razão. Tão rápido como veio, o desejo foi embora, Assustando como o barulho que fez meu coração quando chegou até ele essa vontade doida e essa saudade louca (suas palavras). Tudo assustador, apavorante.
E eu tão corajosa, tão certa de minhas ideias, sucumbi. Assim como você que violou pensamentos importantes e veio pra mim sem pestanejar, mas igualmente assustado.
E onde foi isso tudo? Se tão rápido quando veio, o desejo foi embora? Se tão forte como surgiu, também desapareceu sem deixar vestígio?
Restou cá em nós, esse amor assim de verdade. Assim muito forte. Assim tão real. Em mim é tão grande que nem sei como cabe, que ameaça entornar e respingar tudo ao redor. Um amor que mantém a saudade louca e o querer estar perto. Que faz uma hora parecer dois segundos e espalha na minha pele, não mais inflamada agora, seu cheiro de manjericão.
Um amor dos fraternos que me deixa sempre a certeza de que não estou sozinha, de que eu tenho pra quem correr, de que alguém no mundo é como eu e sabe como eu me sinto.
Já não me lembro de nenhuma frustração. Só penso na próxima vez em que poderei deitar no seu colo e falar da vida, reclamar e dizer o que está bom sabendo que tenho seus ouvidos só pra mim.
Se isso não é amor, não sei então o que pode ser!
Se isso não é amizade, não conheço o conceito da palavra!
Só sei e reconheço cada dia mais que amo demais tudo isso!
E não importa quanto passe o tempo... Nem quantas pessoas apareçam... Nem quantos cafunés eu receba durante a vida... Você ninguém me tira!
De coração, pra você, meu manjericãozinho! Rsrsrsrs.

