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02 julho 2010

Você ninguém me tira.


Pensei dez milhões de vezes antes de te beijar e agora que parei de beijar, pensei dez milhões de vezes pra não mais te beijar. Porque fui despertada para o inexplicável e não me lembro de já ter visto o inexplicável antes. Deve ser por isso que ele me assusta. Assim como você me assusta também!

E me assusta porque veio até mim como amigo que nunca seria olhado como homem. E se tornou homem num segundo em que me descuidei da razão. Tão rápido como veio, o desejo foi embora, Assustando como o barulho que fez meu coração quando chegou até ele essa vontade doida e essa saudade louca (suas palavras). Tudo assustador, apavorante.


E eu tão corajosa, tão certa de minhas ideias, sucumbi. Assim como você que violou pensamentos importantes e veio pra mim sem pestanejar, mas igualmente assustado.


E onde foi isso tudo? Se tão rápido quando veio, o desejo foi embora? Se tão forte como surgiu, também desapareceu sem deixar vestígio?


Restou cá em nós, esse amor assim de verdade. Assim muito forte. Assim tão real. Em mim é tão grande que nem sei como cabe, que ameaça entornar e respingar tudo ao redor. Um amor que mantém a saudade louca e o querer estar perto. Que faz uma hora parecer dois segundos e espalha na minha pele, não mais inflamada agora, seu cheiro de manjericão.


Um amor dos fraternos que me deixa sempre a certeza de que não estou sozinha, de que eu tenho pra quem correr, de que alguém no mundo é como eu e sabe como eu me sinto.


Já não me lembro de nenhuma frustração. Só penso na próxima vez em que poderei deitar no seu colo e falar da vida, reclamar e dizer o que está bom sabendo que tenho seus ouvidos só pra mim.


Se isso não é amor, não sei então o que pode ser!


Se isso não é amizade, não conheço o conceito da palavra!


Só sei e reconheço cada dia mais que amo demais tudo isso!


E não importa quanto passe o tempo... Nem quantas pessoas apareçam... Nem quantos cafunés eu receba durante a vida... Você ninguém me tira!



De coração, pra você, meu manjericãozinho! Rsrsrsrs.

12 junho 2009

Empatia...



Afinal de contas, o que estava acontecendo com ela? Chorar assim depois de transar com alguém era, no mínimo, ridículo. Mas não pôde segurar e depois de alguns minutos tentando se conter, ela só permitiu que as lágrimas corressem.
E enquanto ficava constrangida, tentava explicar por que estava chorando na frente de um homem que ela mal conhecia. Mas como podia explicar? Ela tinha dificuldade de chorar até na frente dos seus amigos de longa data. Como explicar se nem ela mesma entendia?
O que havia acontecido era a mais simples e pura empatia instantânea. A que jamais acontecera antes. E ela teve vontade de amá-lo e ser amada por ele. Chegou a ficar ansiosa com isso e quis que o tempo passasse logo pra ver e sentir que as coisas poderiam ser como ela desejava.
Abandonou-se ali, depois de uma tórrida noite de amor em que se soltou de maneira completamente natural. E sonhou acordada com a tranquilidade (inédita!) que sentia naquele momento.
Não quis acordar, sem se dar conta de que sequer dormira. Não quis falar, mas seu coração estava tão feliz que o seu corpo inteiro já falara por ela antes. Poderia gritar, mas o silêncio estava tão próximo da perfeição que não careceu fazer mais barulho do que já tinha feito antes.
Pensou em descrever o que estava pensando e sentindo, mas foi desnecessário. Afinal, as palavras já haviam sido descartadas horas atrás. Não precisou dizer nada a ele. Nada do que queria, porque ele já sabia. Palavras só fariam estragar aquele encontro que ela esperava ser o primeiro de muitos.
E nem sabia porque pensava dessa forma. Ela não o amava. Ainda não. Mas sentiu que poderia chegar a isso sem esforço. E que a recíproca também poderia ser verdadeira. E isso era o melhor!
Não. O melhor era conseguir ter vontade de acreditar no que os olhos dele lhe diziam, sensação esquecida há muito.
Ele estava ali, vendo-a chorar e não achava rídiculo. Só queria saber por quê. E ela não sabia dar essa resposta. Mas esperava que ela viesse com o tempo. E queria que o tempo pudesse voar para que suas suspeitas e desejos em relação a ele se concretizassem...
Sua ansiedade era justificada. Não é todo dia que esse tipo de coisa acontece. Não é todo dia que se vê pela primeira vez alguém que já se conhece há anos.


OBS: Pra quem se reconheceu no poke, foi só o mais bonitinho que achei nos meus contatos pra ilustrar. Mera coincidência, juro... Mas se for necessário, eu troco a foto, tá? Rsrsrsrsrsrs.

27 fevereiro 2009

Amor de carnaval...



Uma pergunta não quer calar hoje no meu pensamento: quanto tempo dura um amor ou uma paixão?
Como prever até quando contaremos com o abraço carinhoso, o cafuné tranquilizador, o sexo do jeito que a gente gosta, a conversa sem hora pra acabar, o silêncio natural (e tão gostoso) entre os amantes, enfim essas coisas que só são possíveis quando se está apaixonado ou amando alguém?
Difícil essa resposta. Não somos senhores dos nossos próprios sentimentos. Nem do sentimento dos outros. E isso é uma pena, porque em certos momentos as pessoas nos parecem tão próximas que carece perguntar por que demoramos tanto a encontrá-las. Que as semelhanças são tão numerosas e as diferenças tão insignificantes a ponto de nos enxergarmos no outro. Daí, desistir é ruim, mesmo que seja tudo muito recente.
Eu não entendo a paixão. Ela vem avassaladora, surpreendendo e varrendo todo tipo de certeza e dúvida. Sim, uma paixão não deixa pedra sobre pedra, manda embora todas as nossas dúvidas e certezas e só conseguimos pensar no foco do sentimento.
Isso é engraçado! Amigos não nos suportam repetindo sempre o mesmo nome, narrando sempre as mesmas histórias que, na verdade, só são lindas e interessantes pra nós mesmos. Mas insistimos em repetir pra tentar fazer compreender o que o outro nos faz sentir. E é triste porque repetir gera mais expectativa. Em nós e nos outros.
E quando tudo acaba, geralmente inexplicável como começou, vem as perguntas: "Mas e aquela paixão toda, onde foi parar?" Não sabemos e chegamos com isso a duvidar que tenha existido de fato algum sentimento mais forte, definitivo, relevante.
Não deveríamos nos apaixonar. Como bichos seríamos menos frustrados. E não estaríamos tão vulneráveis a ter um amor como dizem por aí de carnaval. Aliás, essa expressão já é confusa. No Brasil, por exemplo, existe carnaval de tudo que é duração. Eu queria ter um amor de carnaval da Bahia, se pudesse escolher. Rsrsrs...
Não importa o quanto dure. No fundo todo amor é de carnaval, ou seja, acaba.




OBS: Dedicado a todo mundo sabe quem e por quê. Rsrsrsrs...

15 outubro 2008

Tudo muda...

Tudo muda quando o homem certo aparece...
Por quê?
Porque ele te abraça e, de repente, você não tem mais medo de nada.
Porque ele sabe exatamente onde te tocar pra te fazer subir pelas paredes: no coração.
Porque ele conversa com você olhando nos seus olhos e, mesmo quando desvia o olhar, ele ainda está te ouvindo.
Porque ele sabe a diferença entre fazer amor e fazer sexo.
Porque ele dorme ao seu lado ao invés de dormir com você.
Porque ele te leva pela mão onde quer vá junto com você.
Porque ele fala e você confia nas palavras dele.
Porque a voz dele faz o seu sangue circular mais rápido.
Porque o cheiro dele enche seu coração e o seu corpo de toda a sorte de vontades.
Porque o abraço dele faz seu coração querer "tomar um ar" pulando pela boca.
Porque ele te acha linda; e continua achando isso ao te ver acordar de manhã com a cara e o cabelo amassados.
Porque você sente vontade de ter um filho com ele.
Porque o seu coração não fica apertado por outro motivo que não seja a saudade que sente dele.
Porque ele seca suas lágrimas no meio de um chilique feminino sem rir dos seus motivos.
Porque ele te dá motivos pra rir durante um dia inteiro.
Porque a presença dele é sinônimo de tranquilidade, de paz e de sossego.
Porque, quando você está ao lado dele, cada fibra do seu ser transmite ao seu cérebro a informação de que você está no seu lugar. O lugar em que sempre quis estar. O lugar em que se sente bem.
O lugar em que consegue ser feliz.
Incrível como tudo muda!
Por quê?
Porque ele é O homem certo. Ponto.

29 setembro 2008

O grandão dos meus sonhos

Ele era perfeito! Um metro e noventa de puro estilo! Uma boca de derreter qualquer mulher.Um sorriso de bambear as pernas. E uma presença que tomava conta do lugar!
Eu não podia conseguia parar de olhar e de pensar numa maneira de ele me enxergar. Afinal, ele era tudo de bom!
Pensei em ficar só dançando pra começar e não exagerar na investida pra não assustar o homem que tinha feito a noite ficar interessante. De vez em quando, eu olhava pra conferir o efeito da minha presença. Aditivada com algumas doses de run, não conseguia ter muita noção de quais eram minhas chances. Mas enfim parece que meus olhares foram notados e ele pareceu corresponder ao meu interesse.
Pronto. A primeira parte estava feita. A partir daí era só manter a calma que ele viria. Mas não vinha e eu quase perdendo a paciência. Pensei que a presença de Guto, meu amigo gay que sempre me acompanhava, estivesse deseconrajando-o e tratei de dar um jeito de ele sair pra dar uma volta pelo salão.
E funcionou! O grandão olhou pra mim, respirou como quem se arma de coragem e veio caminhando na minha direção.
Nem posso explicar o que senti! Ele estava vindo e meu pensamento viajou por alguns segundos. Ele era lindo, devia ser um espetáculo na cama. Podíamos começar ali um lance legal e, depois de um tempo, engatar um relacionamento sério. Talvez até fosse ele o tal homem da minha vida, o que ia ficar velhinho do meu lado. Com ele eu poderia ter filhos lindos, que, com certeza, teriam a boca e os olhos iguais aos dele.
Minhas amigas iam morrer de inveja! Um homem daqueles não era qualquer uma que tinha e eu estava prestes a fazer parte desse grupo seleto de mulheres sortudas. E ele continuava seu andar na minha direção! Nunca imaginei que aquele salão fosse tão grande!
Finalmente, ele chegou! Parou na minha frente, olhou no fundo dos meus olhos, pediu com mão que eu me aproximasse e disse:
_Preciso te pedir uma coisa. Será que você pode me ajudar?
Estranhei a primeira frase, mas cada um tem o seu jeito e se fosse pra começar um papo legal tudo era válido.
Respondi que sim, que eu o ajudaria no que fosse necessário, dentro de minhas possibilidades.
Ele deu um sorriso tímido e falou no meu ouvido:
_ Sabe aquele seu amigo que estava aqui até agora há pouco? Será que você pode descolar o telefone dele pra mim? apaixonadaaaaaaaa! Que homem é aquele, mulher?
Engoli dez sapos de uma vez só, deixei o despeito de lado e dei o número do Guto para o grandão. Ele agradeceu efusivamente e saiu meio saltitante pelo salão. E com ele foram todos os sonhos que consegui acumular numa fração de segundos pensando no que aquele deus grego poderia fazer por mim. Mas da fruta que eu gosto, ele engole até o caroço.
Ai, ai, ai...

Adorável feioso...

Joana ficou ali parada olhando aquele rosto dormindo depois de mais um tórrido encontro de amor. "O que eu vi nele?", ela se perguntou. E a pergunta era coerente com a situação, afinal ele era todo feio.
Viro-se para o outro lado e fez uma retrospectiva dos seus ex-namorados. Não eram todos modelos de beleza, mas eram todos normais. Se não eram muito bonitos, eram pelo menos normais. Mas o João Alfredo beirava o limite da aberração. Sair com ele era um sacrifício. Ele não acertava uma roupa e sempre parecia deslocado no ambiente em que estavam.
O pior de tudo eram as orelhas dele. Enoormes! De abano mesmo. E ela nunca conseguia fazê-lo deixar o cabelo crescer pra disfarçar um pouquinho. e lá ia ela sair com aquelas duas antenas parabólicas bem fixas.
Quando saíam com casais amigos era um suplício. Todos os namorados eram bonitos ou normais. E o dela era muito feio. Parecia mesmo estar constantemente com dor de barriga. Decididamente, eles não tinham nada a ver. Ela podia arrumar um namorado bonitão e era isso que ia fazer.
Era só tempo de ele acordar pra terminar tudo e ainda dizer na cara dele que não tinha nascido pra namorar um homem tão feio.
Aliás, nem ia esperar nada não.. Ia acordá-lo já e dizer-lhe tudo. Virou-se pra ele e viu que estava se mexendo na cama. Ele veio se aproximando e procurando pelo corpo dela. Quando encontrou puxou-a para si e disse seu nome várias vezes no meio do sono.

Derretida, ela se deixou enlaçar e se lembrou do motivo de gostar tanto daquele feioso. Porque ele não se esquecia dela nem quando dormia. E porque dormir de conchinha com ele era a melhor parte do seu dia. Ai, ai, ai...

28 agosto 2008

Lá vou eu de novo...

"Nunca mais vou me apaixonar!", pensou consigo Aninha, enquanto enxugava a última lágrima antes de apagar a luz e tentar dormir. Naquela noite chorou até ficar desidratada e acordou com os olhos de quem levou uns sopapos. E levou mesmo! Do destino.
Depois de meses de um tórrido namoro, que ela jurava que ia acabar no altar, o tal que ela nem ousava repetir o nome dera-lhe um homérico pé na bunda por causa de outra. Outra que agora parecia mais bonita, mais simpática, mais inteligente e muito mais esperta que ela, já que lhe tomou o namorado sem cerimônia.
Passou dias de cão, renegando sua condição de mulher e torcendo pra nascer homem na próxima encarnação. Trabalhou feito louca, dormiu em todas as horas ociosas e inventou milhões de tarefas pra realizar. Tudo pra não se lembrar dos momentos ao lado do ex. Quando se sentiu pronta, falou no assunto. Fez que não ligava mais, mas seus olhos a traíram e ela acabou por se entregar a uma torrente de lágrimas jurando que era a última vez que se apaixonava. " Não quero mais compromisso, só quero me divertir e ponto!"
Ajudada pelas amigas voltou a sair, colocou em dia a depilação, deu um trato nas melenas, enfim superou os dias difíceis, parou de chorar e deu a volta por cima. Sempre repetindo que não queria saber de homem, pelo menos não queria saber de compromisso com ninguém. Quando alguém dava mostras de paixão, fazia cara de pena e lamentava pela pessoa, vangloriando-se do seu imenso autocontrole. "Bem faço eu, que não me apaixono mais!", eram suas palavras cotidianas. Alguns a invejavam por sua capacidade, outros tinham dó de sua solidão quase constante. Muitos até a repreendiam por dispensar alguns bons partidos sem sequer lhes dar a chance de uma conversa.
Ela, mantinha-se impassível, do alto de sua segurança de pessoa não apaixonada. Isso até conhecer o Paulinho...
O Paulinho? Ele era tudo de bom! Bonito, inteligente, perfumado e um pé de valsa. As amigas caíram de amores pelo cara, mas ela resistiu, dizendo que esses eram os mais perigosos. Passaram a conviver, saíam juntos e ela jurava que ele não era mais que um amigo. Mas o Paulinho? Esse era homem vivido e entendia os medos da Aninha, principalmente depois de conhecer sua história. Ele admirava o carisma daquela mulher linda, inteligente e estava completamente apaixonado.
Aninha só pensava nele, mas não se permitia relaxar com aquele sentimento. Resultado? Afastou-se. Ele fez o que pôde pra se aproximar e com a ajuda das amigas conseguiu armar um encontro. Inocente, Aninha foi para uma reunião na casa de uma amiga. Foi do jeito que estava porque não tivera ânimo para uma produção mais elaborada. Seu astral não estava dos melhores.
Quase caiu pra trás e saiu correndo pra casa quando deu de cara com o Paulinho abrindo a porta todo perfumado e de frente para uma mesa arrumada por ele com velas e flores.
Com tanta gentileza não pôde recusar o convite e jantou com ele. Envolvida pela música curtiu momentos agradáveis e não se lembrou nem da forma como estava vestida.
Lembrou-se da noite em que chorara meses atrás por causa de alguém e da promessa que havia feito a sim mesma. Tão absorta estava em seus pensamentos que nem notou o Paulinho se aproximando lentamente. Quando deu por si ele ele já estava com os lábios a meio centímetro dos seus e ela ficou hipnotizada com aquela proximidade.
Num segundo que pareceu durar um século, recapitulou os meses anteriores àquela noite. Os dias de lágrima, a superação, as saídas sem compromisso, a solidão do seu quarto, noites em claro sem alguém pra conversar... Não teve tempo para se lembrar de mais nada, já que Paulinho tascou-lhe um beijão daqueles de cinema. Resistindo a princípio, ela ainda teve tempo de pensar: " Lá vou eu de novo!" .