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25 junho 2009

O problema é se eu me calaaaaar!!!


Já ouvi de ex-namorados que falo demais. Sobre o que eu penso, o que eu tenho medo, o que eu sinto, enfim sobre tudo eu falo demais. Mas como opinião de ex-namorado não é válida (pelo menos, não deveria ser), nem me importava o que eles tinham dito ou deixado de dizer.
Isso, claro, até o momento em que o meu atual disse a mesma coisa. Aí, parei pra pensar, uma vez que ele é atual e eu espero que assim seja por bastante tempo. Rsrsrsrs. Pra tentar me defender de tamanha infâmia (mentira, eu falo demais meeeesmo!!), refleti sobre o tema e a resposta pra ele veio rápida e sucinta.
Pensem comigo. Tudo bem, eu falo demais sobre tudo, mas pior seria se eu me calasse. Porque enquanto eu estou falando, estou tentando resolver o que de alguma forma me desagrada. Se estou tentando resolver significa que ainda acredito na solução e, se tem solução pra mim, o problema não é assim tão grande nem tem força pra minar a minha satisfação no relacionamento.
Muito simples. Se não tiver nada a dizer, ele deve só me ouvir. Se ficar chato demais, que ele faça cara de paisagem e aguente. Se concordar comigo, que me ajude a buscar uma saída (se achar que ela existe, claro). Se discordar de mim, que não diga nem pensar; que só me ouça e balance a cabeça mostrando que está me ouvindo pelo menos.
Melhor será, em qualquer das alternativas mencionadas acima, que ele tenha paciência, porque às vezes eu preciso só externar meus pensamentos pra impedir que eles me enlouqueçam. Rsrsrs. Era pra ser uma resposta sucinta né? Acho que essa palavra (sucinta) não tem muita vez no meu dia nem na minha vida.
Pra encurtar, vou agora mesmo dizer a ele: " Não se incomode com minhas palavras, Amor. Só há problema grave se eu me calar."
O meu barulho é sinal de luta pelo que eu acredito; o meu silêncio pode significar o fim.
Ficou claro?

26 março 2009

Tudo o que uma mulher quer...

Tudo que uma mulher quer de um homem é uma mão...

...firme pra segurar num passeio pelo parque.
...atenciosa que lhe limpe a bochecha suja de sorvete.
...quente pra apertar durante o filme de terror.
...educada que a conduza numa dança gostosa.
...gelada que lhe provoque arrepios no pescoço.
...atrevida que lhe entre despercebida pela calcinha.
...insistente que lhe segure o seio durante o sono.
...lisa que lhe ensaboe o corpo num banho relaxante.
...jeitosa que lhe faça cafuné no sofá da sala.
...esperta que desista de segurar o controle remoto pra segurar a dela.
... dócil que nunca se levante pra ela nem a machuque.
...forte que a ajude com as sacolas.
... gentil que lhe traga rosas vermelhas.
...paciente que se coloque sobre uma dor dela.
...apaixonada que lhe tire uma mecha de cabelo dos olhos.
...cega que não lhe veja as celulites, estrias e imperfeições afins.
...emocionada que acaricie o barrigão de grávida dela.
...corajosa que segure sem receio o filho dela.
...versátil que não se importe em ajudá-la com a louça.
...inteligente que lhe tire as roupas na velocidade certa.
...sensata que saiba a hora de se aproximar e de se afastar.
... saudosa que não suporte muito tempo longe da mão dela.
...uma mão enrugada que carregue no dedo anelar esquerdo uma aliança com o nome dela e data de cinquenta anos atrás.

Ah!! Os milagres que uma mão pode fazer...
Uma mão!
Só uma mão...

19 março 2009

Por que o cafajeste sempre ganha do bonzinho?




Corre a boca pequena que mulher adora um cafajeste. Longe de mim "desdizer" a máxima, até porque o alvo do único amor verdadeiro que já senti nos meus vinte e sete anos era um tremendo exemplo da classe dos cafas. Apesar disso, discordo totalmente da ideia de que preferimos os "homens maus".
Seria muita incoerência, já que, geralmente, queremos um cara legal, inteligente, gentil, respeitador, engraçado e desencanado na cama (ou qualquer outro lugar!). Então, porque os cafas levam a melhor em cima dos bonzinhos?
Depois de queimar os meus neurônios (sim, eu os possuo, apesar do que dizem em contrário sobre o sexo feminino!), elaborei uma teoria que faz muito sentido dentro do contexto de hipocrisia que se observa nos dias atuais.
Gostamos dos bonzinhos sim. Eles geralmente nos dão carinho, segurança, atenção, respeito e, ao contrário do que dizem os "caras maus", conseguem, SIM, nos fazer ter orgasmos sensacionais. Mas nunca pensamos que podem nos magoar com mentiras e atitudes típicas do cafajeste. E aí começa a diferença. Sutil, mas determinante no que se refere à nossa tão falada " preferência" pelos cafas.
Você não espera que um cara legal minta, traia, trate mal ou com menos carinho que o merecido. E quando ele faz isso, a decepção é grande demais. O tombo é inesperado e os "machucados" também. Nessa, os bonzinhos levam a pior.
Lendo o "Manual do cafajeste - para mulheres" tive esse estalo. Ele é cara de pau, descarado mesmo, quando se refere às mulheres que são ou podem ser importantes, às que ele só pega para um "lanchinho" (expressão que ele usa muito, para desespero das suas peguetes) e ao seu total desinteresse por relacionamentos sérios.
Mesmo assim, ele tem centenas de mulheres loucas para conhecê-lo. E ganhou uma fã até em mim, que cheguei até a me indignar em alguns posts, mas gostei da abordagem honesta dele. E porque ele é tão interessante? Simples: ele não mente. Só isso. Puro e simples!
Daí eu descobri que é esse o motivo pelo qual os cafas são mais requisitados. Porque não mentem, porque já sabemos o que esperar deles. E se por acaso nos apaixonamos perdidamente, problema nosso, ele não prometeu nada. Nós é que viajamos!
O bonzinho não dá pinta de que vai ser infiel, de que vai te deixar de lado . E quando ele faz isso, dá um tombo na mulher, que fica se sentindo uma idiota e se perguntando como pôde ter acreditado na carinha de santo do cara. E falo "de cadeira"porque já namorei bonzinho que me derrubou e cafa que comeu na minha mão. Porque sabendo o que esperar eu sabia como agir e me preservar. E não me abria tanto.
Falei de hipocrisia, porque, particularmente, penso que todo mundo vai mentir, trair ou dar pouca atenção em algum momento. Até o bonzinho. Mas se eu não tiver a ilusão de que vai ser diferente disso, o susto é menor. Faz sentido?
O segredo é não mentir, não ser leviano com os sentimento dos outros e considerar a escrita de Antoine de Saint-Exupéry: " Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas."
Eternamente. Ponto.

OBS: Pra quem se interessou, o link do blog Manual do cafajeste - para mulheres é http://www.manualdocafajeste.com/. Muito engraçado, divertido! Recomendo.


Dedicado ao meu primeiro namorado, o maior dos cafajestes, que me fez parar de acreditar até nos bonzinhos...

04 fevereiro 2009

Matemática feminina


Há uma velha máxima que corre por aí que mulheres não são boas em matemática. Injusta, muita injusta. E os fatos provam isso de forma indiscutível.
Passamos a vida lidando com números e, em muitos momentos, sem margem pra erro.
Exemplos? Ah existem muitos. Vamos lá...
Primeiro, aos 9 anos alguém nos conta que vamos menstruar mensalmente e nós, bobinhas, ficamos esperando ansiosas que isso aconteça. Aos 12 anos ouvimos do papai que teremos que esperar uns 3 anos para ter um namorado. Já começamos a contar a partir daí. E o tempo nem passa depressa, então os 3 anos parecem séculos.
Depois da primeira menstruação, que acontece de 28 em 28 dias em média, aprendemos como funciona o ciclo. As contas a partir desse momento só aumentam. O nosso dia fértil é o 14º a partir do início do ciclo. Essa última conta não permite enganos, senão 9 meses depois de uma relação que pode durar de 5 (fala sério!) a 30 minutos (Uh!), teremos um lindo bebê que vai nos dar dor de cabeça pra sempre (isso também é numérico, embora indeterminado). As desprevenidas (isso ainda existe?) tem que fazer mais contas do que as prevenidas.
Claro, quem toma pílula também faz conta. São 21 comprimidos ininterruptos, diariamente, no mesmo horário, com sete dias de pausa pra depois começar tudo de novo. Ah e não pode vomitar no período que compreende as 3 ou 4 horas seguintes à ingestão do comprimido. Mais números. E se a menstruação atrasa, aí é que passamos aperto contando os dias. E isso independe do fato de querermos ou não um filho.
Se você já está pensando em engravidar porque mexer com números dá trabalho, desista! Grávidas fazem muitas outras contas. Semanas de gestação, número de vezes que fez amor com o marido no mês (pra saber a quantas anda o interesse dele) e, na hora do parto, contrações (quantas são, de quantos em quantos minutos), quantos centímetros de dilatação, quantos dias de abstinência sexual etc.
Há um cálculo que nem todas fazem, mas ele é muito presente na vida de muitas. Quanto tempo esperar pra transar com o namorado novo, para apresentá-lo à família, para dizer que o ama, para esperar que ele melhore. Enfim, cálculos mais específicos presentes apenas no cotidiano de algumas.
Outra conta muito frequente é a das calorias. Umas mais, outras menos, mas todas fazem esse cálculo. Melhor fazer isso do que calcular quantos quilos a balança está mostrando a mais, quantos números aumentou a calça, quanto tempo de academia até recuperar a forma e, principalmente, quanto custa caro emagrecer hoje em dia.
As de idade mais avançada fazem conta também. Geralmente, calculam quanto tempo falta pra terminar o período refratário (espaço de tempo entre uma ereção e outra) do marido. Isso pode significar semanas ou até meses. KK!
De todos, o que é mais difícil é lembrar que tanto de mulheres a mais que homens existe no mundo. Porque daí a possibilidade de cálculos é infinita. Concorrência gera necessidade de estratégia e estratégia é matemática pura.
Alguém ainda ousa dizer que mulheres não entendem de números? Nosso cotidiano poderia nos dar o título de especialistas no assunto...

06 janeiro 2009

Rasgando os planos...


Homens interessantes e confiáveis são artigos raros no mercado! Encontrá-los tornou-se tarefa quase impossível, mesmo para as mais espertinhas e duronas.
Por isso, todas as mulheres convivem com a eterna dúvida: como determinar se um homem é confiável ou não?
Sim, porque a confiança se constrói nos primeiros pequenos detalhes, nas primeiras pequenas promessas, pra depois ( somente depois) ser testada nas situações mais difíceis. E os homens tem o hábito de confundir as mulheres.
São pequenas coisas que colocam em dúvida o real interesse do outro e não permitem que elas descubram se podem, se querem, se devem acreditar no que lhes é dito. Inclui-se aqui encontros adiados sem aviso prévio (ou nenhum), presentes não entregues na data combinada e, principalmente, palavras que, na necessidade de demonstração, não saem do plano das ideias.
Mulheres amam fazer planos, mas gostam mais de visualizá-los concretizados. Senão o interesse diminui, até desaparecer. Ninguém gosta de esperar pelo que não vem nunca.
Vontades devem ser satisfeitas, especialmente se são fortes. Homens não parecem ter essa noção. Talvez isso se dê porque nós, mulheres bem resolvidas, não deixamos nada pra depois. Se é importante, nós fazemos o mais rápido possível e ponto. Daí a razão de não entendermos como conseguem nos deixar pra depois, uma, duas, três vezes. Mesmo que não estejamos apaixonadas. Nossa atitude inicial é descobrir o que podemos ou não sentir.
Mulheres são seres ininteligíveis, mas suas regras são muito fáceis de seguir, depois de compreendidas. Basta fazer com que se sintam importantes e especiais e elas saberão se podem, se querem, se devem deixar alguém chegar perto. Ou não...

03 dezembro 2008

Qual é o placar?

Se tem uma parte do universo masculino que as mulheres não entram, não querem entrar e muito menos compreendem é o tal do futebol. Assim como eles não entendem nada de menstruação, nós não entendemos porque o futebol é tão importante.
E nem adianta vir com aquela história de que homens são naturalmente competitivos! Nós nunca vamos compreender porque um homem prefere ficar na frente da TV vendo um bando de marmanjos correndo atrás de uma bola, enquanto nós estamos no quarto ansiosas por um outro tipo de esporte. E eles nem aí...
Que atire a primeira pedra a mulher que nunca amaldiçoou o mundo da bola, depois de se arrumar toda, fazer depilação completa, ir ao salão de beleza para logo em seguida descobrir que era noite de quarta. Afff!Não existe frustração maior.
Homens que me lêem, algum de vocês consegue me explicar o que faz o futebol parecer tão interessante e nós nada?
Sim, há que se considerar o instinto de competição, mas será que não podemos ganhar do futebol só uma vezinha?
Senhores torcedores, quando é que vocês vão se tocar que no dia da grande final, se houver uma mulher ao seu lado, das duas uma: ou ela te ama demais e quer estar ao seu lado de qualquer jeito; ou ela está naquela porcentagem mínima de mulheres que gostam e entendem de futebol (o que quer dizer que não querem nada com você também!).
Assunto polêmico esse. Mais irritante é que depois do jogo vocês chegam todos amorosos, querendo tudo o que antes nós queríamos. Mas aí já não importa mais. Já perdemos a batalha (e o tesão) para ele, o futebol. Afinal, somos competitivas também...
E nesse quesito, somos imbativeis!

20 outubro 2008

Exaltação às heroínas: nós.

Dando uma boa lida nos textos anteriores, fiquei acá com meus botões pensando. Minhas pautas geralmente envolvem um assunto único: homens. E me ocorreu que me sinto a fugir dos reais objetivos de minhas linhas.
Mulheres são verdadeiros poços de preocupações. Das mais variadas, em intensidade, tipo e motivos. Não passamos horas pensando nos homens nem nos males e bens que poe eles são proporcionados. Nossa palavra de ordem é, basicamente, assertividade. Queremos ser boas amigas, profissionais competentes, mães realizadas, donas-de-casa exemplares, entre outras coisas.
Talvez o motivo de tal intermitência do assunto deva-se ao fato de que no relacionamento homem-mulher, o buraco seja, literalmente, mais embaixo.
Tantas Marias e Joanas dão conta de tudo, mas não se dão tão bem na vida amorosa. Somos criadas para ter personalidade e atitudes de heroína e caímos num mundo em que os heróis geralmente são homens.
Pouco importa se esses heróis são bons maridos, bons pais, bons cozinheiros e uma série de outras coisas ao mesmo tempo. São heróis em alguma coisa e ponto. Mulheres precisam ser boas em um enorme lista de coisas pra serem realmente notadas.
Então, a minha luta de hoje é pelos pequenos heroísmos femininos de cada uma de nós no decorrer dos dias.
Aposto que todas nós temos unzinho que seja pelo menos pra comemorar e do qual se orgulhar.
Pode ser a maquiagem que ficou perfeita. Pode ser ainda a vitória de conseguir fazer o filho usar o vaso sanitário. Tem também hoje aquelas que conseguiram resolver um pepino de 10 quilômetros no trabalho e, por causa disso, mal tiveram tempo de almoçar ou levar suas filhas ao colégio.
Há aquela dona-de-casa feliz por ter acertado a receita do bolo de cenoura preferido do seu marido e do seu filho. E por ter descoberto um supermercado bem pertinho de casa que tem os melhores preços da praça.
A melhor mulher, a mais feliz é, com certeza, a que já conseguiu descobrir que não precisa ser perfeita em tudo o que faz, se conseguir dar o seu melhor. É a que consegue olhar à sua volta e enxergar que, por suas mãos e por sua presença, o mundo possui uma beleza sem tamanho. Beleza esta que pode ser notada na vivacidade dos seus filhos, no sucesso de seu amor, no trabalho que desempenha com classe e amor, na casa que constrói apesar de todas as dificuldades. Beleza que só pode ser oriunda de uma mente assertiva, resiliente e, acima de tudo, sensível como só é a feminina.

23 setembro 2008

Devaneios de um pequeno atraso!!!

Ai meu Deus! Terceiro dia de atraso. Será? Não. Não é possível! Mas é possível, sou saudável e, como toda mulher sexualmente ativa, eu corro o risco de engravidar. Mas não. Isso não me aconteceria agora, não agora. Não posso ter um filho agora!
Se bem que nunca atrasou. Mas tenho andado meio estressada, pode ser isso. Hum, mas minha vida já esteve mais corrida e não aconteceu nada.
Não. Bobagem minha. Tomo o anticoncepcional direitinho. E é 97% seguro, já li e reli aquela bula umas cem vez vezes. É. Não é possível. Mas e se eu dei o azar de estar nos 3% de mulheres que engravidam tomando pílula? Ai meu Deus! O que vou fazer?
Um bebê era tudo que eu queria, mas assim? Não. Eu devo estar enganada, é só neura minha. Já até estou sentindo os sintomas do ciclo. Ai que cabeça essa a minha.
É. Mas nunca atrasou. Como vou fazer? Como vou contar pra ele? E meus pais vão me encher o saco. Que droga! Nunca mais vou transar na vida!
O que eu vou fazer com um bebê agora? Eu nem aprendi a cuidar de mim. Ai, ai, ai...
Ainda não me estabeleci na carreira que escolhi. Vai atrasar tudo, vou ter que ficar mais quieta. E minhas baladas? Vou ter largar o cigarro, a cerveja e tudo que eu tanto gosto. Não vou mais poder me divertir nas noitadas com roupas de arrasar quarteirão. Ai meu Deus, minhas roupas não vão mais me servir! As estrias, como vou poder evitar as estrias? Vou ficar feia e gorda. Depois de todo aquele sacrifício pra emagrecer, agora vou engordar tudo de novo. Ô Atraso de vida!
Meu Deus, se não estiver grávida prometo o que o Senhor quiser. Faço até abstinência sexual, se for o caso. Minha vida vai ser muito difícil se confirmar essa suspeita.
Talvez eu esteja mesmo enganada. Sempre tomei cuidado, em alguns momentos até obsessivamente. Não mereço esse castigo!
Não que uma criança seja um castigo. Adoro crianças, sempre quis ter um bebê. São tão lindos e trazem tanta alegria, apesar do trabalho que dão. Até que um filho me faria bem. Um rostinho olhando pra mim com o maior amor do mundo. Um filho do meu amor! Alguém que será a prova viva de que eu vivi um amor de verdade. Uma menina pra encher de babados. Meus pais até que iam gostar de ter mais um netinho e depois que passasse o susto inicial iam se apaixonar pelo meu filho ou filha.
É. Acho que não é tão ruim assim... Mariana. Eu gosto desse nome. Vou chamar de Mariana, se for menina. Se for menino, ainda tenho tempo de escolher.
Que legal! Eu estou grávida! Vou ser mãe! Pelas minhas contas deve nascer em Fevereiro. Ai meu Deus! Como vai ser o Carnaval? E eu que economizei pra ir pra Salvador neste ano! Ah, tudo bem! Vou ser mãe e isso é muito bom. Vou passar o verão barriguda! Tenho que ir na costureira amanhã mesmo pra encomendar umas batas bem bonitas. Quero ficar linda... Posso chamar o João e a Renata pra serem os padrinhos. Sempre foram meus melhores amigos e são as pessoas ideais.
Hum... ! Eu conheço essa dorzinha no abdome! Será?
Aaahhhh!!
Não foi dessa vez!
Que pena!
Eu queria tanto ter um filho agora...

24 julho 2008

Dando um trato no jardim!

Então, dias sem escrever só servem para uma coisa: aumentar o leque de assuntos possíveis. E isso deixa qualquer futura jornalista desbaratinada (no meu caso, mais do que já sou!). Mas como tem sempre uma prioridade (ou deveria, pelo menos), terei que mencionar o efeito que uma citação de Cecília Meireles me causou.
" Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira..."
A delicadeza dessa verdade me tocou tão profundamente que passo dias inteiros lembrando-me dela a cada cinco minutos, não importa o que faça. Porque traduz em pouquíssimas palavras tudo o que nós (e me incluo aqui) precisaríamos ouvir sempre que algo dá errado e a cabeça não fica na melhor das condições.
Porque, claro, quando algo sai contrário ao que queremos nosso primeiro ato é maldizer a vida, reclamar aos quatro ventos e, principalmente, fazer como eu faço, prostrar-se em qualquer objeto macio e passar horas a fio racionalizando o que não tem razão de ser, esmiuçando cada palavra dita pra descobrir o erro e, com isso, prolongando o padecer.
PQP! Por que será que é tão difícil simplesmente entender que a vida é feita de cortes, de pedaços nossos que se espalham pelo mundo e pela existência, sem que possamos mover uma palha para evitar isso? É da vida a dor, por menor que seja. E por maior que seja, serve para alguma coisa, nem que sirva só para o nosso crescimento. Particularmente, eu acho que não deveria doer tanto esse negócio de crescer, mas... Regra é regra! E ninguém pára para pensar quando está feliz, né?
Então, melhor é se aceitar como flor, que nasce, cresce, sofre a dor da poda, mas consegue com isso (e somente graças a isso!) voltar na próxima estação ainda mais linda, ainda mais vistosa e com um brilho que só têm as flores podadas!
E viva o meu jardim!

08 julho 2008

Rumo à calça jeans número 40, lá vou eu!!!!

Dia desses ouvi o seguinte comentário logo nos primeiros minutos do expediente: " Nossa, você está cada dia mais gorda, héin!" Comentário infeliz que veio de uma pessoa amiga, mas que não teve muito tato na observação.
Não fosse o meu humor estar elevado e a minha auto-estima mais ainda, eu talvez tivesse dado uma daquelas respostas bem grosseiras.
Até retruquei, não por ter me feito mal, mas por pensar que se fosse em outros tempos eu teria ficado grilada, arrasada mesmo e teria de novo pensado numa dessas dietas mirabolantes pra mudar a situação. Isso é realmente perigoso pra gente insegura, um desastre iminente.
É fato para mim que não estou no meu peso ideal. Notei isso há alguns meses quando minhas calças pararam de fechar e eu tive que calçar a cara pra comprar de novo uma calça número 44 (Coisa que odeio mais que tudo, porque são as primeiras que acabam!). Nossa, quantas vezes usei essa palavra?
Mas também é um fato ainda mais relevante que essa não tem sido uma preocupação tão presente na minha vida. Tá, eu preferia vestir calça 40, mas tem tanta coisa me fazendo feliz agora que não vou permitir que uma única coisinha me tire do eixo.
Já fui de tudo que é jeito! E nenhum momento foi tão bom quanto o de agora. Deve ser a proximidade dos trinta. Depois de tanto mau pedaço, descobri que não faz tanta diferença o formato do corpo, mas o uso que eu faço dele. E eu já aprendi a usar direitinho! Aliás, em tempos de magrelice total, ele não me dava tanta satisfação como agora. Uhuuuu!! KKKK!
Vejo tanta menina se matando pra emagrecer, mulheres inteligentes que só sabem falar de calorias, dietas e exercícios. Pobrezinhas! Ainda não descobriram como usar o próprio corpo. Na verdade, devem até vê-lo como inimigo, cada vez que o ponteiro da balança sobe um grama que seja.
Cansei! Melhor mesmo é comer direito, exercitar-se regularmente e ter uma vida saudável. Coisa que, aliás, eu vou fazer a partir de segunda-feira. Ando querendo sentir o que é vestir 40 de novo. Mas sem neura! Só pra mim mesma e não porque tem outra pessoa achando que estou gordinha.
Aliás, a única pessoa que precisa se preocupar com isso adora toda a camada adiposa do meu corpo! KKKK.

16 junho 2008

Mulher é fogo que arde bem visível...

Mulher é um bicho esquisito mesmo, viu?!? Perde o sono pelos mais diversos e esquisitos motivos. Perde o sono por causa de tudo o que se possa imaginar... É aquele jeans que não quer mais servir, o filho que não tem amigos ou tem amigos estranhos, a última noite com o parceiro que deixou muito a desejar, a amiga que insiste em ser cabeça-dura, o namorado que ligava todo dia e já não liga mais, os preços em alta no supermercado, enfim uma gama de coisas que não mudam por causa de noites inteiras em claro.
E algumas mulheres arranjam sempre uma forma de responsabilizar, direta ou indiretamente, um homem pela sua insônia.
O jeans que não serve, por exemplo, é culpa do marido porque, na insegurança de deixá-lo sair sozinho, você se meteu a tomar cerveja duas ou três vezes por semana. Resultado: cerveja+calorias vazias= jeans que não serve mais. O filho que não tem amigos ou só anda com gente da pesada, só podia ser um garoto, já que meninas raramente têm esse tipo de problema.
A última noite com ele então? Foi uma negação. Não se sabe quem estava mais distraído, mas ele, claro, é o culpado por qualquer pensamento seu, logo você não se concentrou por causa dele.
A amiga que é cabeça-dura tem um namorado pra lá de complicado e isso interfere diretamente nas atitudes dela, mesmo que eles só se vejam uma vez por mês.
O seu próprio namorado que mora longe não precisava ligar todo dia, mas, justo hoje que você estava carente, não ligou. Aff!
Os preços em alta? Ah, esses são exclusiva responsabilidade do presidente. Outro homem, não bastasse os do baixo escalão, os homens lá de cima também arranjam um jeito de te perturbar o sono! Ninguém merece...
Que mulher é bicho esquisito todo mundo já sabe... O problema é essa mania que TEMOS de justificar qualquer ato ou situação nossa castigando os homens. Não são coitados, é verdade. Alguns não servem sequer pra trocar uma lâmpada, outros só dá pra encarar se ficarem de boca fechada. Mas alguns ainda valem a pena e são exatamente esses que são sacrificados nessa onda de culpar os homens por tudo o que as mulheres passam de ruim. Nós também não somos lá muito equilibradas não!
Vez ou outra, acordamos da pá virada mesmo e pobre do ser do sexo masculino que estiver na nossa mira. Que diria meu próprio pai, que conviveu mais de dez anos com cinco mulheres dentro de casa. Se aquela teoria de que os ciclos mentruais de mulheres que convivem tendem a coincidir, pobre do papai. Imagine o que são cinco mulheres com TPM ao mesmo tempo!?! Chego até a compreender porque, hoje em dia, ele limita-se a ouvir calado tudo o que é decidido, sem emitir um palpite sequer.
Mulher que põe toda a culpa no outro não lida bem com a responsabilidade sobre seus atos. É quase como assinar atestado de que não dá conta da própria vida. E isso é atitude de homem. Ops, lá ia eu também ceder à tentação de provocar.
É isso aí, já passou da hora de admitir e assumir nossas próprias responsabilidades. Afinal, é o nosso corpo, nosso filho, nosso marido (que escolhemos livremente), nossa situação financeira, nosso orgasmo etc. Nada de buscar culpados para as coisas que não fazemos direito. Mulheres são fogo mesmo; até pra fazer errado, fazemos direitinho.KKKK. E, papai, você foi um herói de verdade! Rsrsrsrs.